quarta-feira, 22 de outubro de 2014

O oportunismo eleitoral.

A Presidenta está sendo vítima de um complexo esquema de geração de escândalos, com braços espalhados por todos os setores, inclusive internacionais. Atacam o seu governo sem qualquer respeito ao processo eleitoral. Um absurdo.

Ela, a Presidenta, já queixou-se. Publicamente. Não lhe tiro a razão.

Não é possível que este esquema tenha nas mãos a Polícia Federal. Jamais a polícia deveria ter liberado esta informação sobre a delação da Petrobras no meio de um processo eleitoral. Não à toa, a Presidenta, tratou de tomar a atitude de colocar alguém de sua confiança dentro dessa instituição. Pena que o fez tarde. Quem dita isso é a Medida Provisória 657. Assim esse esquema terá maior dificuldade em agir, especialmente em momentos eleitorais.

É claro que no discurso dela, garantiu de dizer que tratava-se de atender a um anseio da classe. Tanto que a mesma classe resolveu paralisar. Começa hoje, nesta quarta. Mas deve ter o dedo do esquema.

Isto é uma rebeldia. Eles deveriam aceitar calados a nova regra. Ela já valeu no país, afinal, quando estávamos em ditadura. Que barbaridade! A Presidenta está apenas resgatando uma medida pela qual tem simpatia e que funcionava no passado. Temos exemplos, atuais, de sucesso em países vizinhos. A Venezuela é um deles.

Pobre da Dilma. Outra vez, injustiçada. Greve logo no período eleitoral. Como ousam?

Vamos prosseguir.

Na Polícia Federal, ainda.

Como ela pôde aceitar a delação de Paulo Roberto Costa logo agora? Estranho, vocês não acham? Pois é. Coisa do esquema. Só pode. Deveria ter solicitado que o mesmo voltasse após a eleição.

Que absurdo! Outro descalabro.

Ou então que questionassem a ele: - Porque não delatou bem antes?

O esquema ainda não deve ter o controle sobre tudo. Penso eu. E dou graças.

Imaginem se o PR, como era tratado nas mensagens captadas teria tempo. Era um sujeito trabalhador. De carteira assinada. Consigo ver ele indo do trabalho pra casa. Da casa pro trabalho. Um exemplo de senhor. Tanto é que...

- Sim, foi cargo político nomeado pela Dilma. A nossa Presidenta. Onde? Na Petrobras.

Mas até aquele momento, a Presidenta, não sabia que o Paulo Roberto, vulgo PR, como a polícia já o trata, havia sido cooptado pelo esquema. Nem o Lula, seu mentor, sabia do mensalão. É exigir demais da Presidenta que ela soubesse desse. Muito menos imaginaria ela que o tesoureiro do seu partido estava envolvido.

O dinheiro. Bem. Que dinheiro? Ela não viu. Ninguém viu. Não há provas!

Um mantra que eles repetem com o polegar pressionando o indicador e o braços curvados num ângulo de noventa graus, numa posição inspirada pela yoga.

Supondo que teve. O tal dinheiro. Deviam ser transferências anônimas. E dinheiro tem em tudo que é lugar. As vezes até em cuecas. Aviões. Helicópteros. Isso é normal.

Coisas do esquema que a nossa compreensão não permite entender.

Que esquema miraculoso!

O esquema, pasmem, usou de forças sobrenaturais para que o PR, sujeito trabalhador, pedisse a sua demissão. Fez pior. Tratou de que constasse no mesmo ato elogios aos prestigiosos serviços prestados.

Confesso. Estou ficando maluco com tamanha pulverização dessa quadrilha dos escândalos.

Sabem quem mais ele, o esquema, andou cooptando.

O FMI, as agências reguladoras internacionais. Os bancos.  As indústrias. Órgãos nacionais.

Loucura, loucura, loucura, como diria o caríssimo apresentador da rede de maior audiência do país. Sim, também cooptada pelo esquema.

O FMI, como cooptado, previu um PIB menor que 0,3% para esse ano. A Presidenta sempre negou. Mas. Vocês não vão acreditar, ele está por acertar. E as agências?! Elas ameaçam rebaixar o rating do país. Logo agora, em plena eleição. Não deve ter nada a ver com a realidade do país.

Tem mais. Teve até o IBGE. Que coisa! Nada provado, que fique claro. Pelo menos o IBGE percebeu o erro e tratou de corrigi-lo. Ainda bem que esta instituição tão prestigiada viu a tempo. Atrasou somente três meses para publicar o relatório e corrigiu no dia imediato a sua publicação. Mas não teve nada a ver com a surpresa negativa que os números apresentaram.

Vocês desse esquema, hein! Não valem nada mesmo. Como a Presidenta pode se defender de tanta agilidade dessa fábrica de escâncalos. Como governar? - Assim não dá, assim não pode - a imagino confabulando com seus botões.

Mas ninguém contava com a sua astúcia. Aplausos a Presidenta. Ela, muito esperta, pesquisou onde era o ponto fraco deles. Seus inimigos.

Todos tem um ponto fraco, resta descobri-lo, vislumbrou ela, apoiando os cotovelos nos joelhos e aterrisando o queixo em suas mãos. Ao longe, quem presenciou o fenômeno, viu a lampadinha da ideia se formando. E não é que a quadrilha do esquema tinha um furo mesmo.

Sabendo que embora seus braços sejam muitos, longos e internacionais, não podiam contê-la ao vivo. Aí ela tratou de abusar de sua vantagem num debate com o adversário. Com altivez, afirmou que todos os brasileiros vão ganhar muito dinheiro com a Petrobras. O todos, substantivado por ela, era uma resposta a dúvida de Aécio, seu adversário no segundo turno, sobre o que ela pensava a respeito dos trabalhadores que investiram recursos do FGTS em 2010, comprando ações da empresa e estavam perdendo algo em torno de 40% do valor. Isto aquele dia, hoje mais. Disse mais. No alto de sua razão, afirmou que a nossa economia é parecida a da Alemanha. Foi categórica. México e Chile, jamais. Sentiu-se ofendidíssima. Mas o esquema, maldoso que é, colocou um sorriso irônico em Aécio. Quanta arrogância. Do esquema e do Aécio. Os aliados da Presidenta foram testemunhas, todos viram aquele sorrisinho.

 Tcharammmm! E de repente. Não mais que de repende, ela acaba sendo surpreendida.

- Nãnãninanão! - disse o esquema, rindo, e curtindo seu reflexo no espelho. Com uma voz maligna e aterrorizante, proclamou:

- Ela não se deu conta de tudo. Arrarrarrarrá, arrarrarrarrá!

O golpe aconteceu logo em seguida. A Presidenta não esperava por essa.

Os tentáculos internacionais da quadrilha rebaixaram o rating da Petrobras, ontem. Golpe baixo, diga-se de passagem. Foi a Presidenta afirmar que estava tudo bem que o esquema agiu.

Ainda bem que ela não se faz de vítima. Não se dá por vencida. É guerreira. Não usa desse seu passado para nada, nem para fins eleitoreiros, como fizeram o finado Hugo, e Fidel. O Chavez e o Castro.

Aquele fazia e o outro talvez ainda faça um mau uso da imagem de guerreiro, pois vive, segundo fontes fidedignas. Ambos viraram ditadores. Que vergonha! Felizmente, não é o nosso caso. A dupla, cada um em seu país, destruiu a economia, desqualificou os Supremos de Justiça de seus países, transformando em heróis seus presos políticos injustiçados, e colocando na cadeia quem pensava diferente. Claro que contaram com o auxílio de seus parças na polícia, em cargos políticos. Mas tudo dentro da lei. Eles as criaram.

Com a Presidenta, qualquer semelhança é mera coincidência. Fiquem certos disso!

Aqui não é o caso. Aqui a autoria desses escândalos é do esquema.

Ela já anda desconfiada que o Aécio faça parte. Tem dito por aí coisas do tipo.

Que falta de sorte! A Marina no primeiro turno. Do esquema. Agora o Aécio. Do esquema. É muita dose de azar.

CHAMEM AS BENZEDEIRAS!

É tanta a astúcia desse esquema que dá pena.

É tanto oportunismo eleitoral que provoca enjoo.

De minha parte, desculpas pelas ironias.

É o que me cabe.




Textos e assuntos nos quais faço referência:















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