Diferente de outras eleições, nessa eu expus a minha voz. A minha opinião. Mas ela não é uma opinião oportunista eleitoreira.
Não estou filiado a partido algum. E tenho orgulho disso.
Venho colocando a minha opinião, sempre em tom de crítica ao modelo econômico deste governo porque é um tema de que sou afeito. Mas não comecei hoje, nem ontem. Mais precisamente no fim de 2011.
Não estar filiado a partido como disse anteriormente, no meu ponto de vista, me liberta. Em primeiro lugar, me liberta de pensar engessado. Procuro e sempre vou procurar a informação oficial, verdadeira. Estudá-la. Contrapô-la. E não tem tom de crítica a quem quer que seja e segue uma determinada cartilha. Eu prefiro ser assim. Eu prefiro ser responsável pelas minhas decisões.
Acho linda a manifestação carregada de fanatismo político. Não sou contra quem é assim. Só acho que ela cabe um pouco melhor no futebol ou em outros esportes. Fanatismo, por vezes, cega.
Mas essa é a minha opinião. Respeito a mesma opinião no sentido inverso. E respeito mesmo. De coração aberto.
Sou, antes de tudo um democrático. No trato com as pessoas em especial. Quem me conhece, sabe disso.
Não aceitei até hoje, nos meus 33 anos de vida, qualquer discriminação com relação a mim no que diga respeito a condição financeira, de educação ou de classe. E olha que já fui vítima algumas vezes, exceto daqueles que me conhecem de verdade. E continuarei a não aceitar. Todas. Como também digo que, as intervenções que escrevi, especialmente nesse período eleitoral, foram para combater qualquer tentativa de me colar a um desses adjetivos, especialmente os que continham tom pejorativo.
Não sou o dono da verdade. Não sou mais do que qualquer outra pessoa. E não desejo essa condição.
Reafirmo que o meu compromisso principal é com a minha consciência. Nenhum texto, nem este, está direcionado a uma pessoa em especial, porque, infelizmente, foi mais de uma que tentou desse artifício. E somente por essas me senti ofendido. As pessoas que usaram a sua verdade e sinceridade não me ofendem. Pelo contrário. Me faz respeitá-la ainda mais. E elas sabem disso. Tratei de dizer, para que fique claro. Principalmente, porque lutamos pelo mesmo ideal de país.
Trata-se de um desabafo. Pra mim oportuno.
Peço também todas as desculpas que há no mundo se minha palavra o atingiu de uma forma ofensiva que eu não intencionava. Sinceras desculpas.
Continuo a aceitar o debate e foi pra isso que empenhei minha palavra quando a escrevi. Desde que o tema seja a discussão do modelo que se quer adotar no país, somente isso.
Espero que os amigos, familiares, conhecidos, recebam estas palavras com altivez. Principalmente de espírito.
Sendo assim, segue o meu texto.
Quem cala, consente.
E quem vota a favor do governo de
situação, também. E consentir é apoiar. Sim, sim, e sim. E não acho que há
demérito nisso. Afinal estamos em uma democracia. Mas continuo achando que o seu
voto aprova.
Antigamente, e nem faz tanto
tempo assim, o país se rebelou contra a corrupção. Fomos as ruas. Pintamos a
cara. Pedimos o impeachment.
Vencemos a corrupção.
Esta frase virou um hino bradado
aos quatro cantos. Podíamos, aquela época, enfim, nos orgulhar de um comportamento,
cívico e coletivo, de bravura ética. Mais um, contando a constituinte. Um
levante a moral, gravemente abalada naquela situação.
Mais que uma vitória de um país,
de uma nação, foi também a vitória de um partido. Que se fortaleceu com aquele
discurso. O PT. Encampou-se dessa bandeira.
Diziam, com todo o ar dos
pulmões, que iriam varrer para dentro das grades pessoas como o Collor. Isso,
sem contar os repetidos e alardeados discursos desqualificando os Sarneys da
vida.
O povo se uniu. Acreditou. Os
elegeu, não muito tempo depois.
Pra mim essa era a síntese do PT.
Ledo engano.
Logo nos primeiros dias do
governo, sob a desculpa de preservar a governança, o PT se sentiu “obrigado” a
aliar-se a elles. Todos. Sarneys e Collors. Sem contar outras cobras criadas.
Abraçou-os como se fossem heróis
indispensáveis a pátria. Recebeu-os em seu próprio ninho. Mais, os acolheu e
lhes deu abrigo. Tratou de trazer a raposa para dentro do galinheiro. Podia-se
perceber um carinho fraternal.
E era. Estava sendo dado ali o
pontapé inicial da nova história que seria construída pelo PT. Num processo que
culminou em transformar agora os companheiros da própria filiação em bravos
guerreiros, mesmo quando condenados pelo órgão supremo do judiciário
brasileiro, por corrupção.
Cospem na democracia e na nossa
justiça quando os tratam dessa forma. Os seus condenados não foram injustiçados.
A deusa da justiça em nenhum momento desvendou os olhos para conferir quem
eram. Assentiu aos fatos. Concedeu a ampla defesa.
E ainda, sem generalizar a
militância petista, não entendem a parte da sociedade que os recrimina com o
carimbo da justiça de condenado. Eles, os Dirceu, José, Delúbio são culpados.
Corruptos. Agora devem se juntar outros mais. E quem critica, se torna elite. Ou playboy. A famosa divisão de
classes que justiça seja feita está sendo proposta pelo PT. Sem contar a queixa
ao antipetismo. Todas gentilezas gratuitas.
Uma pena.
Uma pena que a nossa juventude
não é mais a mesma. A nossa indignação é, sem sombra de dúvidas, pelos R$ 0,20.
Apenas.
O Brasil que reeleger a Dilma
assina embaixo a todos esses desmandos. Apoia. Consente. Sim, sim, e sim.
Sempre. Está aprovando um pacote. Quando se vota não há na urna um espaço para
ser seletivo. Gostei disso ou daquilo. Você gosta do todo.
E, se for pra ser, que seja,
então, atendida a vossa vontade.
Favor, só não saiam as ruas
reclamar. Não mais. Não deem esse recado aos seus filhos. Ele ou ela vão se
sentir autorizados a fazer arte. Abominem o cantinho da disciplina. Peçam a
Dilma para incluir a proibição no projeto de lei da palmada.
Encarecido, também peço, que não
inundem os telejornais com manchetes de suas passeatas e protestos. E não tomem
o tempo de quem se dispôs na oportunidade criada pela democracia para mudança,
a queixarem-se. O voto, sim, foi criado para isso. É o exercício maior da
democracia. Portanto, a hora de colocar em prática a mudança.
Nunca é demais aconselhar a todos
para mantermos a civilidade democrática. Não me sentirei representado na urna
se a vitória for da Dilma. Mas a respeitarei, como Presidente, novamente, se
assim o for, tão logo colocar a faixa verde e amarela em seu peito. Porém, exigirei,
sempre, como o fiz, por instrumentos dessa natureza que todos com quem convivo
não fiquem sem voz. Existe oposição também. Continuarei a ter críticas severas com relação a condução
da economia e os desmandos de corrupção.
As urnas deveriam ser, a meu ver, o
instrumento para se fazer a limpeza. Tal qual o discurso do PT de outrora que o
poder corrompeu. Deveria.
Mas nós preferimos as ruas.
E lutar por R$ 0,20 centavos.
Sou da mudança. Agora. E daqui 4
anos, se o Aécio não corresponder, não me furtarei em continuar a levantar a
mesma bandeira. Tenho mais apreço a alternância do que aceitar a situação como
está. E não sou cego, reconheço os avanços do PT, especialmente no governo
Lula. Minha crítica é direcionada ao governo Dilma. Já fiz em outros textos
algumas comparações com relação aos índices do seu governo e o do Presidente
Lula. Já fiz inclusive comparações ao que a própria Presidenta prometeu no
início do seu mandato. E não cumpriu. E aí está a singeleza do meu pensamento,
deixei de confiar que ela será capaz de capitanear a mudança. Se ela ao menos
reconhecesse os problemas...
E domingo agora quem encampa a
mudança é o Aécio. Mas poderia ser a Marina. Ou outro. Desde que no seu plano,
de fato, estivesse contemplada a mudança.
Até a Dilma passou a reconhecer a
necessidade dela. Dilma, muda mais, virou o seu slogan. E se inspirou onde, em
nós. E já tomou o primeiro ato, demitiu seu Ministro da Fazenda,
antecipadamente.
Nenhum partido me fará morrer
abraçado por ele. Nunca.