quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Impeachment ou democracia.

Sou contra o impeachment nestas circunstâncias. Ponto. Escolher a favor dele é esganar a democracia, ou o que ainda resta dela.

Deveríamos todos sermos contras. A maioria fez a escolha para o país, na eleição passada. Não há novidade alguma quanto a corrupção em relação à Presidenta. O que se sabia lá, sabe-se agora.

Precisamos ser coerentes para o bem da democracia. Lutamos para o voto direto escolher nosso representante. Assim fora feito.

O impeachment é o instrumento para destronar o corrupto. O comprovadamente corrupto, assim como foi Collor. Provas concretas vincularam seu nome aos crimes. Embora uma parcela significativa da população assim deseje, nada de concreto vincula diretamente Dilma com a corrupção. Pelo menos por enquanto.

Pedir impeachment hoje é banalizar o instrumento.

Então o que há de novo para este aumento de insatisfação. Podem ser diversos os motivos, mas eu assinalo dois.

Primeiro, o sentimento de "traição" que já vi manifestado por alguns petistas em relação ao discurso apregoado na campanha, e as ações do governo.

A isto dá-se um nome: desilusão. E, sim, a candidata mentiu na campanha. Porém, não cabe pedir impeachment por desilusão, muito menos por mentir em campanha.

Segundo motivo. As ações e os números do governo que indignam tanto uma parte dos que votaram quanto aqueles que optaram pela mudança. Eu não vejo como um motivo muito plausível, pois nada mais nada menos, é a pratica da gestão do governo. Boa ou má, o tempo dirá.

Assim como na desilusão, qualidade de gestão não pode ser objeto de impeachment.

Sabemos que há corrupção no governo Dilma. Também havia nos governos anteriores. Semelhanças à parte, nada se comprovou quanto a participação da Presidenta, nem antes e, especialmente, após a eleição, até o momento.

Eu votei pela mudança porque não concordava com a gestão econômica do país, principalmente. Ainda discordo, hoje menos, é verdade. Nunca cultivei a ideia que a oposição traria um hiato de corrupção. Seria ilusão demais para alguém com mais de trinta anos.

Embora o remédio que esteja sendo usado nesse começo de mandato seja muito amargo, acredito que dessa forma o paciente terá recuperação com algumas sequelas mais persistentes, em dois ou três anos. Não muito diferente do que aconteceria se a vitória tivesse sido da oposição com a ressalva de que ela não contribuiu ativamente para criar a situação que hoje impera e tinha entre as suas propostas, diversas mudanças que combinadas atenuariam esse tempo. Como sabem, a soberania das urnas não quis assim e o "se" nunca governará.

Enquanto a Dilma não estiver diretamente vinculada as acusações de corrupção, nos resta paciência. Para os que não votaram nela ainda mais. Aguardar os quatro anos passarem se o que estiver em jogo é a avaliação da gestão do seu governo. Simples assim, penso eu. Afinal, repito, foi escolha da maioria.

As gritas pelo aumento dos juros, dos combustíveis, da luz, da inflação, do descontrole das contas públicas são inoportunas, pois foram temas amplamente suscitados ao debate no período eleitoral pela oposição. Dilma refutou. Negou este debate e o dos números. Preferiu o discurso elaborado pelo marqueteiro a confrontar a realidade do seu mandato. Recebeu aplausos e votos por essa atitude.

Tem mais. Não importa quem fosse o vitorioso naquele momento, as medidas seriam muito parecidas às atuais. Talvez um pouco mais brandas, por fazerem parte de um projeto que não foi feito às pressas como sugere essa mudança de discurso da Presidenta. Nada disso estava no seu plano de governo. Arrisco dizer que com algumas alterações mais cruéis ao cidadão seria uma cópia do plano de governo da oposição. Pensando dessa forma fica até mais compreensível seu desconforto durante os debates. Ela sabia que estava desviando da verdade.

O governo está fazendo o conserto do seu próprio estrago, vai custar muito caro. Podia ter sido evitado. Sim, podia. Agora, não mais. Enquanto era uma fissura fizeram vistas grossas. Negaram o problema com veemência. Infelizmente os estragos chegaram as fundações. O custo se multiplicou. A obra superfaturou. Déjà Vu.

Por tudo isso não quero o impeachment. Exceto se sobrevier novidade na participação da Dilma no esquema de corrupção. Este modelo de gestão foi aprovado nas urnas. Gostem ou não.

A liberdade de escolha não tem preço. Tem consequência. Como tudo. E só na democracia a consequência tem prazo certo. Por isso prefiro a democracia.

domingo, 26 de outubro de 2014

Ode a um hino.

Ouviram do Ipiranga (Tomara que tenham ouvido mesmo), as margens plácidas (Ah, pois é, mas agora está feito), de um povo heroico (Sim, heroico), o brado retumbante (Me pareceu que não tanto assim).

Se o penhor dessa igualdade (Ou divisão? Tomara que não), conseguimos conquistar com braço forte (Sim), em teu seio, ó liberdade, desafia o nosso peito a própria morte (Menos, menos)

Ó Pátria amada, idolatrada, salve! Salve! (Salve! Salve! Mesmo)

Brasil, um sonho intenso (Alguém ajuste o despertador), um raio vívido (Não desisto nunca), de amor e de esperança (Carnaval e futebol, também) à terra desce (Não é uma crítica a política econômica), se em teu formoso céu, risonho e límpido (Isso é culpa do São Pedro) a imagem do  Cruzeiro resplandece (Sem exageros, por favor).

Gigante pela própria natureza (Não é obra do PT nem do PSDB), és belo (Concordo), és forte (essa passa), impávido colosso (Já tinha dito, mas faço questão de repetir, sem exageros).

E o teu futuro espelha essa grandeza (Brasil, o país do futuro, sempre escuto essa, desde pequenininho), terra adorada (Isso é mesmo), entre outras mil, és tu, Brasil (Considerando todos os rankings internacionais).

Ó Pátria amada (Amo mesmo)!

Dos filhos deste solo és mãe gentil (Oh! se é, com a palavra...), Pátria amada (Já entenderam, não quero ficar me repetindo), Brasil (Be érre a ésse i éle)

Deitado eternamente em berço esplêndido (Precisava tocar nesse assunto?), ao som do mar e à luz do céu profundo (Humm, música e penumbra? Festa, será? Onde), fulguras (Pra que usar palavra difícil, mas nem brilha tanto assim. Ah ia esquecendo o Carnaval), ó Brasil, florão da América (Olha lá, sem convencimentos exagerados), iluminado ao sol do novo mundo (Nem tanto, até agora são só promessas)! Do que a terra, mais garrida, teus risonhos, lindos campos têm mais flores (Depende, tem vizinho com jardim mais florido, sem contar a Alemanha); nossos bosques têm mais vida (Contenha-se no exagero, já avisei), nossa vida no teu seio mais amores (Com certeza, o nosso amor perdoa tudo).

Ó Pátria amada, idolatrada, salve! Salve! (Salve! Salve! Mesmo)

Brasil, de amor eterno (Já falei sobre o amor) seja símbolo (Positivo, de preferência), o lábaro que ostentas estrelado, e diga o verde-louro dessa flâmula (Sim, sim, acho que entendi), paz no futuro (Sempre, pelo bem de todos) e glória no passado (O que é isso, vamos olhar pra frente!), mas se ergues da justiça a clava forte (Não há de ser tudo em vão), verás que um filho teu não foge a luta (R$0,20), nem teme, quem te adora, a própria morte ( satanás! Longe de mim qualquer adoração dessa ordem)

Terra adorada, entre outras mil, és tu Brasil, ó Pátria amada (Aham não precisa repetir)! Dos filhos deste solo és mãe gentil (, também já falou nisso, já entendi)

Pátria amada Brasil (Sim, sim, como não)


Illllllllll, (Mais um pouquinho de illll – adaptação livre ao trechinho eu te ai lóve iuu do clássico Pelados em Santos dos Mamonas Assassinas)

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Quem cala, consente.

Diferente de outras eleições, nessa eu expus a minha voz. A minha opinião. Mas ela não é uma opinião oportunista eleitoreira.

Não estou filiado a partido algum. E tenho orgulho disso.

Venho colocando a minha opinião, sempre em tom de crítica ao modelo econômico deste governo porque é um tema de que sou afeito. Mas não comecei hoje, nem ontem. Mais precisamente no fim de 2011.

Não estar filiado a partido como disse anteriormente, no meu ponto de vista, me liberta. Em primeiro lugar, me liberta de pensar engessado. Procuro e sempre vou procurar a informação oficial, verdadeira. Estudá-la. Contrapô-la. E não tem tom de crítica a quem quer que seja e segue uma determinada cartilha. Eu prefiro ser assim. Eu prefiro ser responsável pelas minhas decisões.

Acho linda a manifestação carregada de fanatismo político. Não sou contra quem é assim. Só acho que ela cabe um pouco melhor no futebol ou em outros esportes. Fanatismo, por vezes, cega.

Mas essa é a minha opinião. Respeito a mesma opinião no sentido inverso. E respeito mesmo. De coração aberto.

Sou, antes de tudo um democrático. No trato com as pessoas em especial. Quem me conhece, sabe disso.

Não aceitei até hoje, nos meus 33 anos de vida, qualquer discriminação com relação a mim no que diga respeito a condição financeira, de educação ou de classe. E olha que já fui vítima algumas vezes, exceto daqueles que me conhecem de verdade. E continuarei a não aceitar. Todas. Como também digo que, as intervenções que escrevi, especialmente nesse período eleitoral, foram para combater qualquer tentativa de me colar a um desses adjetivos, especialmente os que continham tom pejorativo.

Não sou o dono da verdade. Não sou mais do que qualquer outra pessoa. E não desejo essa condição.

Reafirmo que o meu compromisso principal é com a minha consciência. Nenhum texto, nem este, está direcionado a uma pessoa em especial, porque, infelizmente, foi mais de uma que tentou desse artifício. E somente por essas me senti ofendido. As pessoas que usaram a sua verdade e sinceridade não me ofendem. Pelo contrário. Me faz respeitá-la ainda mais. E elas sabem disso. Tratei de dizer, para que fique claro. Principalmente, porque lutamos pelo mesmo ideal de país.

Trata-se de um desabafo. Pra mim oportuno.

Peço também todas as desculpas que há no mundo se minha palavra o atingiu de uma forma ofensiva que eu não intencionava. Sinceras desculpas.

Continuo a aceitar o debate e foi pra isso que empenhei minha palavra quando a escrevi. Desde que o tema seja a discussão do modelo que se quer adotar no país, somente isso.

Espero que os amigos, familiares, conhecidos, recebam estas palavras com altivez. Principalmente de espírito.

Sendo assim, segue o meu texto.


Quem cala, consente.


E quem vota a favor do governo de situação, também. E consentir é apoiar. Sim, sim, e sim. E não acho que há demérito nisso. Afinal estamos em uma democracia. Mas continuo achando que o seu voto aprova.

Antigamente, e nem faz tanto tempo assim, o país se rebelou contra a corrupção. Fomos as ruas. Pintamos a cara. Pedimos o impeachment.

Vencemos a corrupção.

Esta frase virou um hino bradado aos quatro cantos. Podíamos, aquela época, enfim, nos orgulhar de um comportamento, cívico e coletivo, de bravura ética. Mais um, contando a constituinte. Um levante a moral, gravemente abalada naquela situação.

Mais que uma vitória de um país, de uma nação, foi também a vitória de um partido. Que se fortaleceu com aquele discurso. O PT. Encampou-se dessa bandeira.

Diziam, com todo o ar dos pulmões, que iriam varrer para dentro das grades pessoas como o Collor. Isso, sem contar os repetidos e alardeados discursos desqualificando os Sarneys da vida.
O povo se uniu. Acreditou. Os elegeu, não muito tempo depois.

Pra mim essa era a síntese do PT. Ledo engano.

Logo nos primeiros dias do governo, sob a desculpa de preservar a governança, o PT se sentiu “obrigado” a aliar-se a elles. Todos. Sarneys e Collors. Sem contar outras cobras criadas.

Abraçou-os como se fossem heróis indispensáveis a pátria. Recebeu-os em seu próprio ninho. Mais, os acolheu e lhes deu abrigo. Tratou de trazer a raposa para dentro do galinheiro. Podia-se perceber um carinho fraternal.

E era. Estava sendo dado ali o pontapé inicial da nova história que seria construída pelo PT. Num processo que culminou em transformar agora os companheiros da própria filiação em bravos guerreiros, mesmo quando condenados pelo órgão supremo do judiciário brasileiro, por corrupção.

Cospem na democracia e na nossa justiça quando os tratam dessa forma. Os seus condenados não foram injustiçados. A deusa da justiça em nenhum momento desvendou os olhos para conferir quem eram. Assentiu aos fatos. Concedeu a ampla defesa.

E ainda, sem generalizar a militância petista, não entendem a parte da sociedade que os recrimina com o carimbo da justiça de condenado. Eles, os Dirceu, José, Delúbio são culpados. Corruptos. Agora devem se juntar outros mais. E quem critica, se torna elite. Ou playboy. A famosa divisão de classes que justiça seja feita está sendo proposta pelo PT. Sem contar a queixa ao antipetismo. Todas gentilezas gratuitas.

Uma pena.

Uma pena que a nossa juventude não é mais a mesma. A nossa indignação é, sem sombra de dúvidas, pelos R$ 0,20. Apenas.

O Brasil que reeleger a Dilma assina embaixo a todos esses desmandos. Apoia. Consente. Sim, sim, e sim. Sempre. Está aprovando um pacote. Quando se vota não há na urna um espaço para ser seletivo. Gostei disso ou daquilo. Você gosta do todo.

E, se for pra ser, que seja, então, atendida a vossa vontade.

Favor, só não saiam as ruas reclamar. Não mais. Não deem esse recado aos seus filhos. Ele ou ela vão se sentir autorizados a fazer arte. Abominem o cantinho da disciplina. Peçam a Dilma para incluir a proibição no projeto de lei da palmada.

Encarecido, também peço, que não inundem os telejornais com manchetes de suas passeatas e protestos. E não tomem o tempo de quem se dispôs na oportunidade criada pela democracia para mudança, a queixarem-se. O voto, sim, foi criado para isso. É o exercício maior da democracia. Portanto, a hora de colocar em prática a mudança.

Nunca é demais aconselhar a todos para mantermos a civilidade democrática. Não me sentirei representado na urna se a vitória for da Dilma. Mas a respeitarei, como Presidente, novamente, se assim o for, tão logo colocar a faixa verde e amarela em seu peito. Porém, exigirei, sempre, como o fiz, por instrumentos dessa natureza que todos com quem convivo não fiquem sem voz. Existe oposição também. Continuarei a ter críticas severas com relação a condução da economia e os desmandos de corrupção.

As urnas deveriam ser, a meu ver, o instrumento para se fazer a limpeza. Tal qual o discurso do PT de outrora que o poder corrompeu. Deveria.

Mas nós preferimos as ruas.

E lutar por R$ 0,20 centavos.

Sou da mudança. Agora. E daqui 4 anos, se o Aécio não corresponder, não me furtarei em continuar a levantar a mesma bandeira. Tenho mais apreço a alternância do que aceitar a situação como está. E não sou cego, reconheço os avanços do PT, especialmente no governo Lula. Minha crítica é direcionada ao governo Dilma. Já fiz em outros textos algumas comparações com relação aos índices do seu governo e o do Presidente Lula. Já fiz inclusive comparações ao que a própria Presidenta prometeu no início do seu mandato. E não cumpriu. E aí está a singeleza do meu pensamento, deixei de confiar que ela será capaz de capitanear a mudança. Se ela ao menos reconhecesse os problemas...

E domingo agora quem encampa a mudança é o Aécio. Mas poderia ser a Marina. Ou outro. Desde que no seu plano, de fato, estivesse contemplada a mudança.

Até a Dilma passou a reconhecer a necessidade dela. Dilma, muda mais, virou o seu slogan. E se inspirou onde, em nós. E já tomou o primeiro ato, demitiu seu Ministro da Fazenda, antecipadamente.


Nenhum partido me fará morrer abraçado por ele. Nunca.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Santificado seja o vosso nome.

Eu li um texto agorinha que me chocou.

Li que em 2003, um Padre, do qual o próprio texto citava como de nome Edilberto Reis havia visitado um cemitério de anjos que nada mais são do que locais onde seriam enterradas crianças com até 1 ano, vítimas da miséria e desnutrição. Triste. Muito triste.

O mesmo texto salientava que o último ano constante da placa de óbito era 2003. E o texto exaltava ainda mais pelo fato de ser o ano da posse do Lula. Bravo! Abre aspas ao texto “não por coincidência o ano de posse do Lula”.

Aos Lulistas e petistas me parece que os problemas se resolvem dessa maneira. Por milagre. O mesmo texto dizia ser este o motivo do voto em Lula e no PT. Ainda questionava a todos os leitores, precisa de outra razão maior que esta?

Bravata! Nada diferente também do que a praticada nesta eleição.

Elevem o Lula a condição de santo, se assim o querem. Santifiquem-o. Mas primeiro encontrem um milagre não fabricado. E o mesmo vale para a Dilma.

Não se faz uma política de erradicação da miséria da noite para o dia. Nem um ato de posse é capaz de fazê-la. Não caiam nessa cilada. Isto é gandaia. O mesmo texto deveria ressaltar os investimentos feitos no período FHC. Se não por hombridade e justeza. Então pelo equilíbrio jornalístico.

O que não se pode achar é que o Bolsa Família só existe por causa do PT. Mentira. Assim como não se pode achar que o Real, só foi possível por causa do PSDB. Também uma mentira.

Todos os avanços que permeiam o pais desde 1994 são anseios da sociedade. E que só são possíveis graças a estabilidade financeira e o absoluto controle da inflação. Inclusive os financiamentos de projetos habitacionais ficam ameaçados sem que essa condição seja preservada.

E não haveria avanço sem que o Plano Real tivesse dado certo (Bem que o PT lutou contra). Nem investimentos em educação ou social. Que bom que deu certo. Até agora! Até a Dilma ameaçá-lo.

Eu não tenho dúvidas que o Lula aprimorou nos seus oito anos de governo as políticas do governo FHC. Sejam elas econômicas e sociais.

O mesmo não se pode dizer com relação a Dilma. Nem em comparativo ao Lula, nem ao FHC. Sejam honestos intelectualmente. Estamos andando pra trás. Estamos crescendo quase zero. O emprego se mantém aquecido, ainda, por uma esperança de que as “coisas” melhorem.

Com Dilma, impossível. IMPOSSÍVEL.

A Presidente está negando a realidade. Para ela, a inflação está sob controle. O crescimento é comparado a Alemanha. A saúde está impecável. E pagar salário menor aos cubanos, depositando 70% do mesmo ao governo de Cuba, é normal.

Reconheço que não há bandeira maior que a educação para este governo. Realmente, devemos louvar essa iniciativa. Aplaudi-la. Em pé.

Gostaria apenas de ter uma super memória para me lembrar de todos que utilizam esse discurso e votam com essa “consciência” quando seus filhos, ou os filhos do país, tiverem que procurar emprego em outros pagos. Tal como fazem os filhos de Cuba. Espero poder dizê-los que não foi por falta de alerta.

Também espero que não vivam o dissabor de ter que pedir autorização ao governo para visitar seus filhos em outros países, assim como fazem os pais cubanos atualmente, quando tem o interesse em rever os filhos.

A melhor educação em saúde do mundo é a Cubana. Já ouvi esse discurso.

Não se faz educação, isoladamente. Vejam Cuba.

Um abraço a todos!

O oportunismo eleitoral.

A Presidenta está sendo vítima de um complexo esquema de geração de escândalos, com braços espalhados por todos os setores, inclusive internacionais. Atacam o seu governo sem qualquer respeito ao processo eleitoral. Um absurdo.

Ela, a Presidenta, já queixou-se. Publicamente. Não lhe tiro a razão.

Não é possível que este esquema tenha nas mãos a Polícia Federal. Jamais a polícia deveria ter liberado esta informação sobre a delação da Petrobras no meio de um processo eleitoral. Não à toa, a Presidenta, tratou de tomar a atitude de colocar alguém de sua confiança dentro dessa instituição. Pena que o fez tarde. Quem dita isso é a Medida Provisória 657. Assim esse esquema terá maior dificuldade em agir, especialmente em momentos eleitorais.

É claro que no discurso dela, garantiu de dizer que tratava-se de atender a um anseio da classe. Tanto que a mesma classe resolveu paralisar. Começa hoje, nesta quarta. Mas deve ter o dedo do esquema.

Isto é uma rebeldia. Eles deveriam aceitar calados a nova regra. Ela já valeu no país, afinal, quando estávamos em ditadura. Que barbaridade! A Presidenta está apenas resgatando uma medida pela qual tem simpatia e que funcionava no passado. Temos exemplos, atuais, de sucesso em países vizinhos. A Venezuela é um deles.

Pobre da Dilma. Outra vez, injustiçada. Greve logo no período eleitoral. Como ousam?

Vamos prosseguir.

Na Polícia Federal, ainda.

Como ela pôde aceitar a delação de Paulo Roberto Costa logo agora? Estranho, vocês não acham? Pois é. Coisa do esquema. Só pode. Deveria ter solicitado que o mesmo voltasse após a eleição.

Que absurdo! Outro descalabro.

Ou então que questionassem a ele: - Porque não delatou bem antes?

O esquema ainda não deve ter o controle sobre tudo. Penso eu. E dou graças.

Imaginem se o PR, como era tratado nas mensagens captadas teria tempo. Era um sujeito trabalhador. De carteira assinada. Consigo ver ele indo do trabalho pra casa. Da casa pro trabalho. Um exemplo de senhor. Tanto é que...

- Sim, foi cargo político nomeado pela Dilma. A nossa Presidenta. Onde? Na Petrobras.

Mas até aquele momento, a Presidenta, não sabia que o Paulo Roberto, vulgo PR, como a polícia já o trata, havia sido cooptado pelo esquema. Nem o Lula, seu mentor, sabia do mensalão. É exigir demais da Presidenta que ela soubesse desse. Muito menos imaginaria ela que o tesoureiro do seu partido estava envolvido.

O dinheiro. Bem. Que dinheiro? Ela não viu. Ninguém viu. Não há provas!

Um mantra que eles repetem com o polegar pressionando o indicador e o braços curvados num ângulo de noventa graus, numa posição inspirada pela yoga.

Supondo que teve. O tal dinheiro. Deviam ser transferências anônimas. E dinheiro tem em tudo que é lugar. As vezes até em cuecas. Aviões. Helicópteros. Isso é normal.

Coisas do esquema que a nossa compreensão não permite entender.

Que esquema miraculoso!

O esquema, pasmem, usou de forças sobrenaturais para que o PR, sujeito trabalhador, pedisse a sua demissão. Fez pior. Tratou de que constasse no mesmo ato elogios aos prestigiosos serviços prestados.

Confesso. Estou ficando maluco com tamanha pulverização dessa quadrilha dos escândalos.

Sabem quem mais ele, o esquema, andou cooptando.

O FMI, as agências reguladoras internacionais. Os bancos.  As indústrias. Órgãos nacionais.

Loucura, loucura, loucura, como diria o caríssimo apresentador da rede de maior audiência do país. Sim, também cooptada pelo esquema.

O FMI, como cooptado, previu um PIB menor que 0,3% para esse ano. A Presidenta sempre negou. Mas. Vocês não vão acreditar, ele está por acertar. E as agências?! Elas ameaçam rebaixar o rating do país. Logo agora, em plena eleição. Não deve ter nada a ver com a realidade do país.

Tem mais. Teve até o IBGE. Que coisa! Nada provado, que fique claro. Pelo menos o IBGE percebeu o erro e tratou de corrigi-lo. Ainda bem que esta instituição tão prestigiada viu a tempo. Atrasou somente três meses para publicar o relatório e corrigiu no dia imediato a sua publicação. Mas não teve nada a ver com a surpresa negativa que os números apresentaram.

Vocês desse esquema, hein! Não valem nada mesmo. Como a Presidenta pode se defender de tanta agilidade dessa fábrica de escâncalos. Como governar? - Assim não dá, assim não pode - a imagino confabulando com seus botões.

Mas ninguém contava com a sua astúcia. Aplausos a Presidenta. Ela, muito esperta, pesquisou onde era o ponto fraco deles. Seus inimigos.

Todos tem um ponto fraco, resta descobri-lo, vislumbrou ela, apoiando os cotovelos nos joelhos e aterrisando o queixo em suas mãos. Ao longe, quem presenciou o fenômeno, viu a lampadinha da ideia se formando. E não é que a quadrilha do esquema tinha um furo mesmo.

Sabendo que embora seus braços sejam muitos, longos e internacionais, não podiam contê-la ao vivo. Aí ela tratou de abusar de sua vantagem num debate com o adversário. Com altivez, afirmou que todos os brasileiros vão ganhar muito dinheiro com a Petrobras. O todos, substantivado por ela, era uma resposta a dúvida de Aécio, seu adversário no segundo turno, sobre o que ela pensava a respeito dos trabalhadores que investiram recursos do FGTS em 2010, comprando ações da empresa e estavam perdendo algo em torno de 40% do valor. Isto aquele dia, hoje mais. Disse mais. No alto de sua razão, afirmou que a nossa economia é parecida a da Alemanha. Foi categórica. México e Chile, jamais. Sentiu-se ofendidíssima. Mas o esquema, maldoso que é, colocou um sorriso irônico em Aécio. Quanta arrogância. Do esquema e do Aécio. Os aliados da Presidenta foram testemunhas, todos viram aquele sorrisinho.

 Tcharammmm! E de repente. Não mais que de repende, ela acaba sendo surpreendida.

- Nãnãninanão! - disse o esquema, rindo, e curtindo seu reflexo no espelho. Com uma voz maligna e aterrorizante, proclamou:

- Ela não se deu conta de tudo. Arrarrarrarrá, arrarrarrarrá!

O golpe aconteceu logo em seguida. A Presidenta não esperava por essa.

Os tentáculos internacionais da quadrilha rebaixaram o rating da Petrobras, ontem. Golpe baixo, diga-se de passagem. Foi a Presidenta afirmar que estava tudo bem que o esquema agiu.

Ainda bem que ela não se faz de vítima. Não se dá por vencida. É guerreira. Não usa desse seu passado para nada, nem para fins eleitoreiros, como fizeram o finado Hugo, e Fidel. O Chavez e o Castro.

Aquele fazia e o outro talvez ainda faça um mau uso da imagem de guerreiro, pois vive, segundo fontes fidedignas. Ambos viraram ditadores. Que vergonha! Felizmente, não é o nosso caso. A dupla, cada um em seu país, destruiu a economia, desqualificou os Supremos de Justiça de seus países, transformando em heróis seus presos políticos injustiçados, e colocando na cadeia quem pensava diferente. Claro que contaram com o auxílio de seus parças na polícia, em cargos políticos. Mas tudo dentro da lei. Eles as criaram.

Com a Presidenta, qualquer semelhança é mera coincidência. Fiquem certos disso!

Aqui não é o caso. Aqui a autoria desses escândalos é do esquema.

Ela já anda desconfiada que o Aécio faça parte. Tem dito por aí coisas do tipo.

Que falta de sorte! A Marina no primeiro turno. Do esquema. Agora o Aécio. Do esquema. É muita dose de azar.

CHAMEM AS BENZEDEIRAS!

É tanta a astúcia desse esquema que dá pena.

É tanto oportunismo eleitoral que provoca enjoo.

De minha parte, desculpas pelas ironias.

É o que me cabe.




Textos e assuntos nos quais faço referência: